Entrevista com Tammy Luciano

feita por Cristine Penna do Baguete Diário

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Você já conhece Tammy Luciano e sabe o quanto ela emociona com sua coluna Vivendo a Vida. Mas como será a vida desta leonina carioca? É isso que os seus fãs vão ler nesta conversa que a bela colunista, atriz e jornalista teve com Cristine Penna para o Baguete Diário. Tammy fala sobre a coluna, a vida pessoal e sonhos. Confira a entrevista e descubra o que há por trás da pessoa com um brilho tão intenso, que utiliza palavras para alcançar o coração dos seus leitores.

Tammy Luciano é uma daquelas pessoas que conquista logo que a gente a conhece. De bem com a vida, esta leonina nasceu para a vida artística. Desde pequena gostava de estar no meio de amigos contando histórias. Descobriu seu lado de atriz quando fez uma peça de teatro em um aniversário. Tudo não passava de uma brincadeira, mas foi assim que ganhamos uma bela atriz.

Baguete- Quando e como você começou a pensar em escrever uma coluna no estilo Vivendo a Vida?

Tammy Luciano- Nunca planejei uma coluna. Planejei ser atriz de teatro, trabalhar em TV, mas ser colunista nasceu por acaso. Devo tudo ao Roberto Ferreira, na época editor-chefe do JB Online, que me abriu a primeira grande porta. Eu sempre gostei de escrever para teatro, mas ser colunista foi aos poucos. Hoje é uma das bases da minha vida. Eu tenho um compromisso direto e real com os leitores.

Baguete- Como é a sensação de escrever sobre certos sentimentos que mexem com a vida das pessoas?

Tammy Luciano- Eu sempre digo que falo dos meus sentimentos e acabo falando dos sentimentos alheios. Os seres humanos são parecidos, com dias bons e ruins. Eu quero contribuir para o bom dia das pessoas. Adoro quando falo de mim, dos meus amigos e chovem e-mails de leitores dizendo “isso é a minha cara”! Nessas horas percebo a importância da coluna e a necessidade de seguir.

Baguete- E não dá medo? Porque o teu público se aconselha com o que você escreve. É uma responsabilidade, né?

Tammy Luciano- Já vivi grandes momentos como colunista. Momentos intimistas e marcantes como um leitor que me escreveu, dizendo estar pensando em morrer e por acaso leu minha coluna falando de vida, do quanto era importante viver, valorizar o nosso momento aqui e me disse que estava se sentindo melhor. Tem também pessoas declarando rezar por mim...nossa...acho isso o máximo! A responsabilidade existe, mas o lado da realização profissional e pessoal é mais forte.

Baguete- Quando você escreve uma coluna, o que deseja passar? E qual o retorno desejado?

Tammy Luciano- Eu quero passar coisas boas, sempre. Essa é a base da coluna. Eu não gosto de falar mal de ninguém. Acho um erro o jornalismo criticar muito pessoas que não merecem nem comentário. Porque ao invés de falar mal da fulana que posou para a revista tal e quer ser apresentadora, eu prefiro dar crédito para gente de talento. Tem tanto artista maravilhoso querendo um espaço para divulgação e não consegue. É dessa gente que eu gosto de falar. O jornalismo erra quando dá crédito ao anti-artista, mesmo que seja para criticar. Escolhi falar do amor, do carinho, da fé, da verdade, dos nossos sentimentos mais íntimos e de nossos desejos mais fortes.

Baguete- Como é o teu relacionamento com os fãs?

Tammy Luciano- Fãs? Não! Não são fãs, são apenas leitores presentes na coluna, curtindo os textos comigo. Não acho que já exista uma relação de fãs no meu trabalho. Quem sabe um dia...estou preparada para esse carinho. Afinal, escolhi tudo isso muito cedo. São anos batalhando um retorno. Os fãs são materialização da sua busca. Quando alguém diz que adora você, quer estar perto, isso é um retorno que dinheiro nenhum paga!

Baguete- Muitas cantadas?

Tammy Luciano- Um leitor ou outro fala alguma coisa. Eu acho legal. Na verdade, gosto de ouvir o que todos têm para me dizer: críticas, cantadas, desabafos, a coluna tem essa abertura.

Baguete- Quando a coluna Vivendo a Vida começou no JB, ela era mais dirigida ao público adolescente. Atualmente, ela atingi um público maior. Como foi essa mudança?

Tammy Luciano- Foi aos poucos. Quando fui para o Baguete, senti uma pressão muito menor em cima de mim e isso contribuiu para melhorar a coluna. Aliás, as colunas que publiquei aqui são muito melhores que as mais antigas. Sinto uma diferença enorme. A coluna amadureceu, eu hoje tenho mais confiança para falar. Aliás, as colunas não são escritas, elas são faladas. Eu sempre leio em voz alta várias vezes. Eu só acredito na coluna quando o meu ouvido aceita as palavras sem reclamar.

Baguete- Existe alguma diferença entre Tammy Luciano atriz para a colunista e a jornalista?

Tammy Luciano- A jornalista foi muito presente na época da faculdade. Hoje em dia, a colunista é tão forte quanto a atriz e são, extremamente, complementares. Sou uma pessoa decidida no sentido de não fazer um trabalho superficial. Quero sempre o melhor, quero tentar o melhor. Eu posso passar um dia inteiro fazendo a coluna da semana, na semana seguinte ficar com uma idéia na cabeça, depois acordo de madrugada para estudar aquilo, ler, preparar com cuidado uma personagem...meu trabalho não vem de graça, a dedicação é enorme tanto no teatro, como na coluna.

Baguete- E como essa Tammy colunista e conselheira vê a Tammy pessoa comum e mulher?

Tammy Luciano- As duas se entendem muito bem! (risos) Acredito no trabalho árduo, então a Tammy pessoa trabalha muito para que a Tammy colunista dê certo na vida.

Baguete- Quando você está de baixo astral, tira incentivo da onde? De onde vem essa força para te deixar uma pessoa tão positiva?

Tammy Luciano- Eu tenho muita fé na vida! E tenho muito que agradecer. Sou saudável, cheia de idéias, vontade de vencer e o mínimo que eu posso ser é positiva! Já escutei gente dizendo que eu não iria dar certo, o meio era difícil e o melhor seria um emprego burocrático. Eu não quis frear meu ideal de vida, acreditando até mais do que antes e foi a melhor coisa que eu fiz. Porque se você faz um trabalho sério, você vai ultrapassar as barreiras. Não gosto de tristeza, gosto de criar e acreditar que tudo pode ser melhor e vai ser!  

 

Baguete- Falando um pouquinho da vida pessoal...conta como foi o primeiro beijo, a passagem pela adolescência, o primeiro amor...como você lidou com todas essas transformações?

Tammy Luciano- Não fui uma adolescente problemática. Vivi lindos momentos nesse período. Nessa época, conheci o teatro, então, só tenho boas recordações. O primeiro beijo? Inocente. O primeiro amor? Não sei se era primeiro amor... (risos)

Baguete- E a primeira vez...foi como imaginava?

Tammy Luciano- No JB Online em 1997...essa foi a primeira vez mais emocionante na minha vida!

Baguete- Atualmente, o coração está ocupado?

Tammy Luciano-Tá ocupado sim. Não gosto da solidão. Ele é uma pessoa do bem, talentoso, parceiro, humano, amigo, bem humorado, lindo e tem o poder de acabar com meus vazios!

Baguete- O que mais te chama atenção em um homem?

Tammy Luciano- Gosto muito do olhar. De olhar e ser olhada com carinho e respeito.

Baguete- Quais os teus planos para o futuro, tanto no campo profissional como no pessoal?

Tammy Luciano- Na vida profissional, quero continuar com a coluna e receber cada dia mais leitores. As portas de Vivendo a Vida estão abertas! Acabei meu livro e estou começando a fazer contato com editores. Editores, eu estou aqui! (risos) Como atriz, quero trabalhar mais em novelas e tocar o projeto do monólogo “Eu, no grito”. No campo pessoal, quero uma vida normal: casar, ter filhos. Hoje é impossível, mas maravilhoso imaginar a possibilidade de ser mãe daqui há alguns anos.

Baguete- O que é mais importante na vida? O lado amoroso ou o lado profissional? É possível ser feliz em ambos?

Tammy Luciano- Não adianta estar no palco, chorando no camarim. Eu quero as duas coisas e acredito nessa possibilidade. Não abriria mão de um filho pelo trabalho e não abriria mão do trabalho por homem nenhum. A realização total não é impossível. Preciso dessa harmonia na vida pessoal. Alguém que entenda meus ensaios, minhas idas todo fim de semana para o teatro, tenha paciência quando as pessoas querem me conhecer, trocar idéia, mandar mensagens.

Baguete- Você é uma atriz de teatro e agora está começando na TV. Descreve a sensação de atuar nestes dois meios. Existe muita diferença?

Tammy Luciano- Nossa e como! Até porque na TV, eu sou uma desconhecida. Alguém que nem a equipe técnica conhece direito. No teatro, normalmente, trabalho com pessoas que já conheço há anos. Não conhecia ninguém de TV. Meus pais também não são do meio, então, o trabalho é em dobro. Mas aos poucos, estou chegando. Esse ano gravei Uga-Uga, em uma cena muito legal com a Beth Lago. Em Laços de Família, fiz uma babá em cenas com a Giovana Antonelli. Os produtores de elenco estão me dando oportunidades e estou aceitando. Na TV é tudo muito rápido. Gravou, gravou, foi ar, cachê na mão e ponto. No teatro, são meses de ensaio, cada cena pensada, trabalhada...na TV o compromisso com o tempo é maior!

Baguete- Há planos para a realização de cinema?

Tammy Luciano- Cinema, com certeza! Quem sabe depois de uma oportunidade maior em novela não pinte um convite para fazer cinema?

Baguete- Na tua visão, como andam as produções nacionais?

Tammy Luciano- Eu assisti Eu,tu,eles e gostei. Me emocionei mais com Central do Brasil, mas gostei de Regina Casé no papel de Darlene. Eu faço votos que o cinema nacional consiga cada dia mais sucesso. Temos aqui excelentes atores, maravilhosos diretores e o grande público está mudando a mentalidade de só assistir filmes americanos. O Auto da Compadecida no cinema é mais um ponto para toda a evolução. O Matheus Nachtergaele está um deslumbre!  

Baguete- Pra encerrar, um ping-pong, certo?

Religião- do bem.

Deus- meu parceiro confidente.

Igreja- cenário de paz.

Casamento- no momento certo.

Amor- verdadeiro.

Traição- Inesquecível.

Amizade- Poucas, fiéis e imprescindíveis.

Um cd- The Wallflowers "Bringing Down the Horse". Como referência, o vocalista da banda é Jakob Dylan, filho de Bob Dylan e o som é maravilhoso!!!

Um livro- o que eu acabei de escrever...

Uma atriz/ator- precisa estudar e ter talento.

Uma cantora/cantor- Marisa Monte e Paulinho Moska são vozes na minha vida.

Roupa- com estilo.

Comida- japonesa.

Bebida- refrigerante é meu pecado!

Pior defeito- esconder o meu defeito.

Maior qualidade- fidelidade.

Brasil- é minha casa.

Homem ideal- aquele que consegue levar a gente pra ver o céu.

Com o quê (ou quem) se trancaria sozinha em um quarto? Com quem...com quem amo.

E o que deixaria trancado lá? aqueles que não cuidam da própria vida.

Sexo significa.../uma fantasia sexual- consciência! Só se for de camisinha!

Símbolo sexual- o Bruce Willis foi meu sonho de consumo na adolescência...(risos)

Uma lição de vida- imaginar que já me mandaram desistir de tudo e eu continuo aqui!

E um recado para os leitores: amo vocês! O pouquinho que tenho hoje vem do retorno que recebo. Por isso, tenham fé na vida e confiem no próprio eu!

 

Quer falar comigo?

Eu vou adorar!